1º Módulo
Os Quatro Membros Constituintes da Organização Humana – Quadrimembração e Os Quatro Reinos
Data: 13 e 14 de Março de 2010
Docente: Dr. Samir Wady Rahme
Programação:
Sábado: 13 de março de 2010
08:00 – 09:00 Apresentação Coordenação
09:00 – 10:00hs: Palestra Dr. Samir
10:00 – 10:30hs: : Intervalo
10:30 – 12:30hs: : Atividade Artística – Argila Alice / Marcia / Simone
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Atividade Artística – Argila Alice / Marcia / Simone
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dr. Samir
Domingo: 14 de março de 2010
08:00 – 09:30hs: Palestra Dr. Samir
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Atividade Artística – Argila Alice / Marcia / Simone
11:00 – 12:30hs: Palestra Dr. Samir
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 15:00hs: Atividade Artística – Argila Alice / Marcia / Simone
15:00 – 16:00hs : Estudo do Livro: “Ampliação da Arte Médica” Coordenação
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dr. Samir
2º Módulo :A Trimembração
Data: 24 e 25 de Abril de 2010
Docente: Dra. Carmen Ligia Nobre Lemos
Programação:
Sábado: 24 de abril de 2010
08:00 – 09:30 Palestra Dra. Carmen
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
11:30 – 12:30hs: Palestra Dra. Carmen
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dra. Carmen
Domingo: 25 de abril de 2010
08:00 – 09:30hs: Palestra Dra. Carmen
09:30 – 09:50hs: Intervalo
09:50 – 11:00hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
11:00 – 12:30hs: Palestra Dra. Carmen
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 15:00hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
15:00 – 16:00hs : Estudo do Livro: “Exercícios para o Autodesenvolvimento”
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dra. Carmen
3º módulo – 22 e 23 de maio
Tema: “Os Temperamentos – Os Três Primeiros Anos da Criança”
Docentes: Dr.Samir Rahme – Dr. José Carlos Neves Machado
Referências:
GLAS, Norbert (1963). Os Temperamentos, os tipos básicos de comportamento relacionados com os quatro elementos da natureza. São Paulo: Antroposófica, 1987.
KÖNIG, Karl (1985). Os três primeiros anos da criança: a conquista do andar, do falar e do pensar. São Paulo : Antroposófica, 1995.
LIEVEGOED, Bernard (1994). Desvendando o crescimento: as fases evolutivas da infância e da adolescência. São Paulo : Antroposófica, 1994.
STEINER, Rudolf (1919). O mistério dos temperamentos, as bases anímicas do comportamento humana. São Paulo: Ed. Antroposófica, 1996.
—————————–. Temperamentos e alimentos, indicações médico-pedagógicas e aspectos gerais. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2000.
Sábado: 22 de maio – “ Os Temperamentos”
08:00 – 09:30 Palestra Dr. Samir Rahme
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia /Simone
11:30 – 12:30hs: Palestra D r. Samir Rahme
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Palestra Dr. Samir Rahme
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia /Simone
Domingo: 23 de maio – Os Três Primeiros Anos da Criança
08:00 – 09:30hs: Palestra Dr. José Carlos
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
11:30 – 12:30hs: Palestra Dr. José Carlos
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 15:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia /Simone
15:30 – 16:30hs : Palestra Dr. José Carlos
16:30 – 17:00hs: Intervalo
17:00 – 18:00hs: Palestra e Retrospectiva Dr. José Carlos
O CHAPEUZINHO VERMELHO
Era uma vez, onde foi? Onde não foi?
Uma menina tão boa e carinhosa que todos, só de olhá-la, queriam-na bem.
Mas, quem mais a estimava mesmo, era sua avozinha, que já não sabia o que fazer para mimá-la. Certo dia, deu-lhe de presente um chapeuzinho de veludo vermelho. Assentava-lhe tão bem que a menina não queria usar nenhum outro e, por isso, chamavam-na o Chapeuzinho Vermelho.
Disse-lhe um dia a sua mãe:
-“Chapeuzinho Vermelho. Aqui tens um bolo e uma garrafa de vinho, leva-os para tua avozinha. Ela esta doente e fraca, e isso lhe fará bem.
Vai antes do calor muito forte e, quando estiveres lá fora, anda direitinho e não te afastes do caminho, poderás cair e quebrar a garrafa, e pobre da avozinha ficará sem nada!
Quando entrares no quarto, não esqueças de dizer “Bom Dia” e não te ponhas, primeiro, a olhar curiosa pelos cantos.”
-“Farei tudo direitinho” – retrucou a Chapeuzinho Vermelho e se despediu.
Acontece que a avozinha morava na floresta, a cerca de meia hora da aldeia, e quando a Chapeuzinho Vermelho entrou na floresta, encontrou-se com o lobo.
A menina não se assustou ao vê-lo, pois nem sabia que ele era um bicho tão malvado.
-“Bom dia, Chapeuzinho Vermelho!” – disse ele.
-“Bom dia, lobo!”
-“Aonde vais tão cedo, Chapeuzinho Vermelho?”
-“A casa de minha avozinha.”
-“E o que levas no avental?”
-“Bolo e vinho. Nós o fizemos ontem e eu vou leva-lo à minha avozinha que está doente e fraca, para ajuda-la a fortalecer-se.”
-“Chapeuzinho Vermelho, onde mora a tua avozinha?”
-“A um bom quarto de hora daqui, pela floresta adentro. A casa fica embaixo dos três carvalhos e acima das cercas de avelãs, que com certeza conheces” – explicou Chapeuzinho Vermelho.
O lobo pensou consigo – “Esta menina é gordinha, macia e um prato saboroso, muito melhor que a velha. Terei de usar de esperteza para apanhar as duas.”
O lobo continuou andando por algum tempo ao lado da menina e depois disse:
-“Chapeuzinho Vermelho, repara nessas lindas flores! Por que não dás uma olhada? Acho que nem estás ouvindo o belo canto dos pássaros! Caminhas tão compenetrada como se fosse para a escola, quando há tantas diversão aqui na floresta!”
Chapeuzinho Vermelho levantou os olhos e, ao ver dançar os raios de sol por entre as árvores, e tudo em torno cheio de lindas flores, pensou:
-“Se eu levo um ramo à avozinha, eu lhe dou uma grande alegria, ainda é cedo e chegarei a tempo.” Afastou-se do caminho e entrou na floresta adentro à procura de flores.
Quando colhia uma, parecia-lhe que mais adiante havia outra, ainda mais bonita, e assim penetrou cada vez mais fundo na floresta.
Neste meio tempo, o lobo foi direto para a casa da avozinha e bateu na porta.
-“Quem está aí?”
-“Chapeuzinho Vermelho, que traz bolo e vinho para ti. Abre!”
-“É só torceres o trinco” – disse a avozinha – “estou muito fraca e não posso levantar-me.”
O lobo torceu o trinco e a porta se abriu.
Sem dizer uma palavra, ele encaminhou-se para o leito da velhinha e, de uma só vez, a devorou.
Depois, enfiou os vestidos dela, colocou sua toca na cabeça e meteu-se na cama, fechando a cortina.
Enquanto isso, Chapeuzinho Vermelho corria atrás das flores e, depois de ter colhido tantas que mal podia carrega-las, lembrou-se da avozinha e retornou o caminho. Ao chegar na casada avozinha, admirou-se dever a porta aberta e, quando entrou, teve uma sensação estranha que a fez pensar:
-“Meu Deus, como estou assustada, eu que me sinto tão bem em casa da avozinha!” Em voz alta disse:
-“Bom dia” – mas não obteve resposta.
Foi até a cama, abriu a cortina, e viu a avó, com a touca quase lhe tapando o rosto, com um jeito muito esquisito.
-“Avozinha” – disse ela – “Que orelhas grandes você tem!”
-“São para te ouvir melhor!”
-“Avozinha, que olhos grandes você tem!”
-“São para te ver melhor!”
-“Que mãos grandes você tem!”
-“São para te pegar melhor!”
-“Mas avozinha, que boca grande e horrível você tem!”
-“É para te comer melhor!”
Mal disse isso, o lobo saltou da cama e engoliu a pobre menina. Tendo saciado a fome, o lobo meteu-se novamente na cama, adormeceu e começando a roncar muito forte. Pouco depois, o caçador passava perto da casa e pensou: – “Como ronca a velha senhora! Vou dar uma olhada para ver se está tudo bem.” Entrou no quarto e, ao aproximar-se da cama, viu o lobo dormindo.
-“Ah! É aqui que te encontro, velho pecador! Há muito que eu te procurava!”
Já ia dar-lhe um tiro, quando se lembrou que talvez o lobo houvesse devorado a avozinha e, quem sabe, ainda poderia salvá-la. Largou a espingarda, foi apanhar uma tesoura, e começou a abrir a barriga da fera adormecida. Aos primeiros cortes viu aparecer Chapeuzinho Vermelho e, pouco depois, a menina saltou para fora exclamando:
-“Como estava escuro na barriga do lobo!”
A seguir também a avozinha saiu, ainda viva. Chapeuzinho Vermelho depressa trouxe algumas pedras grandes e, com elas, encheram a barriga do lobo.
Quando ele acordou, tentou fugir, mas as pedras pesavam tanto que ele caiu morto no chão.
O caçador tirou a pele do lobo e a levou consigo. A avozinha comeu o bolo e bebeu o vinho que Chapeuzinho Vermelho havia trazido, e logo se sentiu fortalecida. Chapeuzinho vermelho, por sua vez, pensou:
-“Nunca mais me afastarei sozinha do caminho quando minha mãe o tiver proibido.”
4º Módulo: 26 e 27 de junho:
” Os Três primeiros Sêtenios e Os Quatros Nascimentos” e ”Medicina Escolar”
Docentes: Dr. Ronaldo Perlatto e Dra Sonia Setzer
Referências:
LANZ, Rudolf. A pedagogia waldorf, caminho para um ensino mais humano. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2010.
BURKHARD, Gudrun Kroekel (2000). Tomar as vidas nas próprias mãos: como trabalhar na própria biografia o conhecimento das leis gerais do desenvolvimento humano. São Paulo : Antroposófica, 2002.
LIEVEGOED, Bernard (1994). Desvendando o crescimento: as fases evolutivas da infância e da adolescência. São Paulo : Antroposófica, 1994.
————————–. Fases da vida: crises e desenvolvimento da individualidade. São Paulo: Antroposófica, 2006.
Programação:
Sábado: 26 de junho de 2010:Os Três primeiros Sêtenios e Os Quatros Nascimentos
08:00 – 09:30 Palestra Dr. Ronaldo Perlatto
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
11:30 – 12:30hs: Palestra Dr. Ronaldo Perlatto
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 15:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
15:30 – 16:30hs: Palestra Dr. Ronaldo Perlatto
16:30 – 17:00hs: Intervalo
17:00 – 18:00hs: Palestra Dr. Ronaldo Perlatto
Domingo: 27 de junho de 2010: Medicina Escolar
08:00 – 09:30hs: Palestra Dra. Sonia Setzer
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
11:30 – 12:30hs: Palestra Dra. Sonia Setzer
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 15:30hs: Atividade Artística – Aquarela Alice / Marcia / Simone
15:30 – 16:30hs : Palestra Dra. Sonia Setzer
16:30 – 17:00hs: Intervalo
17:00 – 18:00hs: Palestra Dra. Sonia Setzer
5º Módulo: 28 e 29 de agosto
“Massagem Rítmica e Aplicações Externas “
Docentes: Marcia Marques, Beatriz , Heloisa Ceser e Valéria.
Referência Bibliográfica:
Hauschka, Margarethe: MASSAGEM RÍTMICA – São Paulo, Ed. Antroposófica.
6º Módulo: 25 e 26 de setembro:
“Terapia Artística”
Docentes: Alice Nobre martins, Marcia Abumansur e Simone Ornelas Figueiredo
Referência Bibliográfica:
HAUSCHKA, Margarethe. Introdução aos fundamentos da Pintura terapêutica. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2003.
———————————–. Natureza e tarefa da pintura terapêutica.São Paulo: Ed. Antroposófica, 2003.
———————————–.Contribuições para uma atuação terapêutica.São Paulo: Ed. Antroposófica, 2003.
Sábado: 25 de setembro – “Terapia Artística”
08:00 – 09:30 Palestra
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Euritmia Elizabete e Ana Tereza
11:30 – 12:30hs: Palestra
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Atividade Artística Alice / Marcia / Simone
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra
“Euritmia Curativa”
Docentes: Ana Tereza Penteado, Elizabete Canelada e Renata Nisch
Referência Bibliográfica:
Edwin/Eva Froböse: EURITMIA – SUA ORIGEM E SEU DESENVOLVIMENTO SEGUNDO INDICAÇÕES DE RUDOLF STEINER – São Paulo, E. Antroposófica
Kirchner, Margarete -Bockholt: ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA EURITMIA CURATIVA. São Paulo, Ed. Antroposófica
Domingo: 23 de maio – “Euritmia Curativa”
08:00 – 09:30hs: Palestra
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Euritmia Elizabete e Ana Tereza
11:00 – 12:30hs: Palestra
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 15:30hs: Palestra
15:30 – 16:00hs : Intervalo
16:00 – 18:00hs: Atividade Artística Alice / Marcia / Simone
7º módulo – 23 e 24 de outubro
Tema: “Histeria e Neurastenia”
Docentes: Dr. Rômulo de Mello Silva
Referências:
MORAES, Wesley Aragão de. As bases epistemológicas da medicina ampliada pela antroposofia. São Paulo : ABMA – associação Brasileira de Medicina Antroposófica, 2005.
WOLFF, Otto. A imagem do homem como base da arte médica. Patologia e terapêutica. São Paulo. Ed. Resenha Universitária, 1978.
Programação:
Sábado: 23 de outubro de 2010: Histeria
08:00 – 09:30 Palestra Dr. Rômulo
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Euritmia Ana Tereza e Elizabete
11:00 – 12:30hs: Palestra Dr. Rômulo
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 15:30hs: Palestra Dr. Rômulo
15:30 – 16:00hs: Intervalo
16:00 – 18:00hs: Atividade Artística – Alice / Marcia / Simone
Domingo: 24 de outubro de 2010: Neurastenia
08:00 – 09:30hs: Palestra Dr. Rômulo
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 12:00hs: Atividade Artística – Alice / Marcia / Simone
12:00 – 13:30hs: Almoço
13:30 – 15:00hs: Palestra Dr. Rômulo
15:00 – 16:00hs : Euritmia Ana Tereza e Elizabete
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dr. Rômulo
Fernando Pessoa fala da “origem orgânica” dos heterónimos e diz:
Fernando Pessoa tinha uma grande consciência sobre a sua própria condição mental. O exemplo mais claro desta consciência é precisamente algumas passagens da famosa carta da génese dos heterónimos dirigida a Adolfo Casais Monteiro a 13 de Janeiro de 1935.
Pessoa fala da “origem orgânica” dos heterónimos e diz:
“Começo pela parte psiquiátrica. A origem dos meus heterónimos é o fundo traço de histeria que existe em mim. Não sei se sou simplesmente histérico, se sou, mais propriamente, um histeroneurasténico. Tendo para esta segunda hipótese, porque há em mim fenómenos de abulia que a histeria, propriamente dita, não enquadra no registo dos seus sintomas. Seja como for, a origem mental dos meus heterónimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação. Estes fenómenos – felizmente para mim e para os outros – mentalizaram-se em mim; quero dizer, não se manifestam na minha vida prática, exterior e de contacto com os outros; fazem explosão para dentro e vivo-os eu a sós comigo. Se eu fosse mulher – na mulher os fenómenos histéricos rompem em ataques e coisas parecidas – cada poema de Álvaro de Campos (o mais histericamente histérico de mim) seria um alarme para a vizinhança. Mas sou homem – e nos homens a histeria assume principalmente aspectos mentais; assim tudo acaba em silêncio e poesia.”
8º módulo – 27 e 28 de novembro
Tema: “Inflamação e Esclerose”
Docentes: Dr. Rômulo de Mello Silva
Referências:
MORAES, Wesley Aragão de. As bases epistemológicas da medicina ampliada pela antroposofia. São Paulo : ABMA – associação Brasileira de Medicina Antroposófica, 2005.
WOLFF, Otto. A imagem do homem como base da arte médica. Patologia e terapêutica. São Paulo. Ed. Resenha Universitária, 1978.
Programação:
Sábado: 27 de novembro de 2010: Inflamação
08:00 – 09:30 Palestra Dr. Rômulo
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Euritmia Ana Tereza e Elizabete
11:00 – 12:30hs: Palestra Dr. Rômulo
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Atividade Artística – Alice / Marcia / Simone
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dr. Rômulo
Domingo: 28 de novembro de 2010: Esclerose
08:00 – 09:30 Palestra Dr. Rômulo
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Euritmia Ana Tereza e Elizabete
11:00 – 12:30hs: Palestra Dr. Rômulo
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Atividade Artística – Alice / Marcia / Simone
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dr. Rômulo
- Entre o sono e sonho,
- Fernando Pessoa, 11-9-1933
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.
9º módulo – 04 e 05 de dezembro
Tema: “Caminho Interior”
Docente: Dr. Rômulo de Mello Silva
Referências:
BLANCO, Gerardo Antonosi. O que é ser adulto?. Associação Brasileira de Medicina Antroposófica. São Paulo – setembro de 1996.
————————————. Introdução à Antropologia. Associação Brasileira de Medicina Antroposófica. São Paulo – Agosto de 1996.
“Terminalidade e Cuidados Paliativos”
Docente: Dr. Michael Yarri
Referências:
BURKHARD, Gudrum. Livres na terceiro idade. Ed. Antroposófica – São Paulo
SELG, Peter. Doença e conhecimento do cristo. São Paulo. Ed. João de Barro
KUBLER-ROSS,Elisabeth. Sobre a morte e o morrer. São Paulo. Ed. Martins Fontes. 2001
—————————–. Roda da vida. São Paulo. Ed. Sextante. 1998.
STEINER, Rudolf. A manifestações do carma. São Paulo. Ed. Antroposófica.1999
Programação:
Sábado: 04 de dezembro de 2010: Caminho Interior
08:00 – 09:30 Palestra Dr. Rômulo
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Euritmia Ana Tereza e Elizabete
11:00 – 12:30hs: Palestra Dr. Rômulo
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Atividade Artística – Alice / Marcia / Simone
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dr. Rômulo
Símbolos
“O entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições.
A primeira é a simpatia; não direi a primeira em tempo, mas a primeira conforme vou citando, e cito por graus de simplicidade. Tem o intérprete que sentir simpatia pelo símbolo que se propõe interpretar. A atitude cauta, a irônica, a deslocada – todas elas privam o intérprete da primeira condição para poder interpretar.
A Segunda é a intuição. A simpatia pode auxiliá-la, se já existe, porém não criá-la. Por intuição se entede aquela espécie de entendimento com que se sente o que está além do símbolo, sem que se veja.
A terceira é a inteligência. A inteligência analisa, decompõe, reconstrói noutro nível o símbolo: tem, porém, que fazê-lo depois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia no exame dos símbolos, é o de relacionar no alto o que está de acordo com a relação que está em baixo. Não poderá fazer isto se a simpatia não tiver lembrado essa relação, se a intuição não a tiver estabelecido. Então a inteligência de discursiva que naturalmente é, se tornará analógica, e o símbolo poderá ser interpretado.
A Quarta é a compreensão, entendendo por esta palavra o conhecimento de outras matérias, que permitam o símbolo seja iluminado por várias luzes, relacionado com vários outros símbolos, pois que, no fundo, é tudo o mesmo. Não direi erudição, como poderia ter dito, pois a erudição é uma soma; nem direi cultura, pois a cultura é uma síntese: e a compreensão é uma vida. Assim certos símbolos não podem ser bem entendidos se não houver antes, ou no mesmo tempo, o entendimento de símbolos diferentes.
A Quinta é o menos definível. Direi talvez, falando a uns, que é a graça, falando a outros, que é a mão do Superior Incógnito, falando a terceiros, que é o Conhecimento e a Conversação do Santo Anjo da Guarda, entendendo cada uma destas coisas, que são a mesma da maneira como as entendem aqueles que delas usam, falando ou escrevendo.” Fernando Pessoa.
Domingo: 05 de dezembro de 2010: Terminalidade e Cuidados Paliativos
08:00 – 09:30 Palestra Dr. Michael
09:30 – 10:00hs: Intervalo
10:00 – 11:00hs: Euritmia Ana Tereza e Elizabete
11:00 – 12:30hs: Palestra Dr. Michael
12:30 – 14:00hs: Almoço
14:00 – 16:00hs: Atividade Artística – Alice / Marcia / Simone
16:00 – 16:30hs: Intervalo
16:30 – 18:00hs: Palestra Dr. Michael
OS TRES CABELOS DE OURO
Uma vez, numa noite escuríssima e trevosa, o tipo de noite em que a terra fica negra, as árvores parecem mãos retorcidas e o céu é de um azul-escuro de meia noite, um velho vinha cambaleando pela floresta, meio às cegas devido aos galhos das árvores. Os ramos arranhavam seu rosto, e ele trazia um pequeno lampião numa das mãos. A vela dentro do lampião tinha uma chama cada vez mais baixa. O homem tinha os cabelos amarelos e compridos, dentes amarelos e rachados e unhas amarelas e recurvadas. Ele andava todo dobrado, e suas costas eram arredondadas como um saco de farinha. Sua pele era tão vincada que caía em folhos do seu queixo, das axilas e dos quadris.
Ele se apoiava numa árvore e se forçava a avançar; depois se agarrava numa outra para avançar mais um pouco. E assim remando desse jeito e respirando com dificuldade ele ia atravessar a floresta.
Cada osso nos seus pés ardia como fogo. As corujas nas árvores piavam acompanhando o gemido das suas articulações à medida que ele seguia pelas trevas. Muito ao longe, tremeluzia uma luzinha, um chalé, um fogo, um lar, um local de descanso; e ele se forçava na direção daquela luz. No exato instante em que chegou à porta, ele estava tão cansado, tão exausto, que a pequena chama no seu lampião se apagou e o velho caiu porta adentro desmaiado.
Dentro da casa uma velha estava sentada diante de uma bela fogueira e ela se apressou a chegar até ele, segurou-o nos braços e o levou para perto do fogo. Ela abraçou-o como uma mãe abraça o filho. Ela se sentou na cadeira de balanço e o embalou. E ali ficaram os dois, o pobre e frágil velhinho, apenas um saco de ossos, e a velha forte que o embalava.
- Pronto, pronto. Calma, calma.Pronto, pronto.
Ela o embalou a noite inteira, e quando ainda não havia amanhecido mas estava quase chegando a hora, ele estava extremamente remoçado. Ele era agora um belo rapaz, de cabelos dourados e membros longos e fortes. Mas ela continuava a embalá-lo.
-Pronto, pronto. Calma, calma..Pronto, pronto.
E quando a manhã foi se aproximando cada vez mais, o rapaz foi se transformando numa linda criancinha com cabelos dourados como palha de milho.
No momento exato do raiar do dia, a velha arrancou bem rápido três fios da linda cabeça da criança e os jogou nos ladrilhos. Eles fizeram um barulhinho. Tiiiiiiiiiing! Tiiiiiiiiing! Tiiiiiiiing!
E a criancinha nos seus braços desceu do seu colo e saiu correndo para a porta Voltando o rosto por um instantenpara a velha, o menino deu um sorriso deslumbrante, virou-se e saiu voando para o céu para se tornar um brilhante sol da manhã.
Fico muito agradecida pelos textos.
abraços a todos os que cuidaram disto.
Ana Emília