1º Módulo:
para meditar:
2º Módulo
Oh, Espirito de Deus , preencha-me na minha alma
Preencha-me na minha alma , com a força da fortaleza
Com a força da fortaleza também o meu coração
Meu coração que te procura com profundo anseio
Profundo anseio por força de coragem
Força de coragem que flui aos meus membros
Flui aos meus membros como nobre presente de ti
De ti, oh Espirito de Deus , preencha-me na minha alma
Rudolf Steiner
Renova-te
Renasce em ti mesmo
Multiplica os teus olhos,para verem mais
Multiplica os teus braços para semeares tudo
Destrói os olhos que tiverem visto
Cria outros para as visões novas
Destrói os braços que tiverem semeado ,
Para se esquecerem de colher
Sê sempre o mesmo
Sempre outro
Mas sempre alto
Sempre longe
E dentro de tudo
3º módulo
Poema de Fernando Vianna, que trabalhamos na Euritmia:
“Que aço, cristal ou água
Revelar-me-á a face total?
Uma simples gota
Reflete toda uma paisagem.
Ah! Se numa lágrima
Eu pudesse tudo desvendar.
Poema de Adélia Prado, cuja leitura foi feita pela Márcia na Atividade Artística:
Quando nasci um anjo esbelto
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira!
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos da
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu
sou.
Texto de Luis Carlos Lisboa, do livro “O Som do Silêncio”, cuja leitura foi feita pela Alice ontem no final da Atividade Artística:
Um brinquedo, uma roupa, a pequena cama – os objetos que cercam a vida de uma criança conservam a sua energia quando ela se ausenta para ir à escola ou viaja..
Há naquelas coisas uma vibração que se percebe no ar.
A beleza da desordem… A desordem dos brinquedos espalhados pela sala; peças repletas de cores, sons, cantos arredondados e delicadeza.
A caminha desfeita, ainda aquecida, e lá novamente aquele desalinho sutil, terno, de pequenos cobertores e mantas sobrepostos, desencontrados e multicolores.
Tudo parece tão vivo, mesmo na ausência da protagonista daquele espetáculo radiante.
As crianças modificam os ares por onde passam. Modificam o sentido da vida dos mais próximos.
Poucos – pobres no sentir – resistem ao seu sorriso, que nos faz recordar com clareza como são os sorrisos sinceros (tão esquecidos nos dias de hoje).
Poucos passam por elas sem receber uma injeção de vida, de coragem, pois são mensagens vivas de Deus aos homens dizendo, quem sabe:
Sejam gratos pela oportunidade da vida! Ou: A Criação é um hino constante de alegria, não deixem de ouvi-lo dia após dia!
E elas, as crianças, são arautos dos Céus, que mantêm em nossa Terra a docilidade, a esperança, a pureza.
Muitos – pobres no sentir – talvez ainda vejam a infância apenas como um período de preparação para a vida real.
Lamentável conclusão – precipitada e dura.
O que é a vida real? Poderíamos perguntar.
A vida dos adultos que se esqueceram de sorrir, de brincar? Que se esqueceram dos verdadeiros objetivos que os trazem aqui?
A vida do ter, da busca desenfreada pelo tal sucesso?
Não creia que a dita vida real esteja nas coisas do Mundo, e nas conquistas materiais.
Quem sabe, se soubéssemos perceber melhor a rotina das crianças, notaríamos nuances fabulosas desta verdadeira vida real.
A vida dos detalhes, da simplicidade, do viver o momento, dos abraços, beijos e carinhos.
A vida da valorização da família, da gratidão aos pais, da atenção ao pequeno bichinho que passa de uma folha para outra no jardim.
As crianças nos trazem lições constantemente. Não somos nós, os adultos, que ensinamos a elas as coisas da vida, apenas.
Elas nos mostram caminhos, cores, espectros luminosos, da grande e verdadeira vida do Espírito.
4º Módulo
Eu trago serenidade em mim, 
Em mim mesmo eu trago
As forças que me fortalecem.
Quero preencher-me
Com o calor dessas forças,
Quero permear-me
Com o poder de minha vontade.
E quero sentir
Como a serenidade se derrama
Por todo o meu ser,
Quando me fortaleço
[Para] encontrar em mim
A serenidade como força,
Pelo poder do meu esforço.
Rudofl Steiner
Nós viajamos não apenas para chegar,
Mas para viver enquanto viajamos.
J. W. Von Goethe
Era em tempos antigos
em que vivia vigoroso na alma dos iniciados
o pensamento que- doente por natureza todo ser humano é.
E a educação era considerada
igual ao processo de cura
que ao amadurecer trazia junto a saúde
para a vida perfeita do ser humano.
Rudolf Steiner (11/03/1924)
O leite materno desperta o ser o espírito humano;
Posteriormente a educação despertará a alma.
Rudofl Steiner
No ambiente familiar,
a criança aprende a se relacionar com as pessoas,
os objetos e o mundo que o cerca.
UNICEF
A maior descoberta da minha geração
é que qualquer ser humano pode mudar de vida,
mudando de atitude.
Willian James
Poderes de Luz me levam à casa do Espírito
Anjinho meu, proteja-me
Ao dormir
Ao brincar
Até minha alma
Para o céu regressae
Estrelinha, estrelinha
Onde é a sua casinha?
Aqui no meu coração!
7º Módulo
“Admiro a juventude não querer envelhecer!
Velho ninguém quer ficar.
Novo ninguém quer morrer.
Só é velho quem vive.
Bom é ser velho e viver!”
Oliveira das Panelas (poeta de cordel – Paraíba)
9º Módulo
ABMA – Geriatria
“Cada um que tenha adquirido um pouco de conhecimento poderá fazer uma confissão dizendo: dou graças à minha sorte pelo que tive de experiências felizes, prazerosas na vida; meus conhecimentos, porém, eu não os conquistei senão por meio de minhas dores, do meu sofrimento.”
(Rudolf Steiner GA 214, oitava conferência)
¢ “Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.
Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada espera
Tudo que vem é grato.”
“As coisas mais maravilhosas que podemos experimentar são as misteriosas. Elas são a origem de toda verdadeira arte e ciência. Aquele para quem essa sensação é um estranho, aquele que não mais consegue parar para admirar e extasiar-se em veneração, é como se estivesse morto: seus olhos estão fechados.”
( Albert Einstein )
A devoção não está no joelho que se dobra, mas no coração, que não se vê dobrar.
Que o Amor seja o invólucro
Que agora te envolve
Aquecendo todo o frio e esfriando todo o calor
Sacrificando e Envoltecendo
Viva carregado de Amor
Contemplando Luz e elevando-se
Rudolf Steiner
Primeiro Setênio:
“Poderes de luz me levam a casa do espírito.”
R.S.
“Da cabeça aos pés eu sou a imagem de Deus
Do coração às mãos sigo a vontade de Deus
Se falo com a boca sinto o sopro de Deus.
Quando Deus eu avisto em toda parte
Em todas as pessoas queridas
Em meu pai em minha mãe
No animal e na flor
Na árvore e na pedra
Não sinto medo de nada
Só Amor a tudo que está ao meu redor.”
R.S.
Segundo Setênio
“Com sua luz querida o sol clareia o dia
E o poder do espírito que brilha na minha alma
Da forca aos meus membros.
Na luz do sol Oh Deus
Venero a força humana
Que tu bondosamente
Plantastes na minha alma
Para que eu possa estar
Ansioso em trabalhar
Para que eu possa ter
Desejo de aprender.
De ti vem luz e força
Que para ti refluam
Amor e gratidão!”
R.S.
Terceiro Setênio
“Eu contemplo o mundo
Onde o sol reluz
Onde as estrelas brilham
Onde as pedras dormem
Onde as plantas vivem
E vivendo crescem
Onde os bichos sentem
E sentindo vivem
Onde já o homem
Tendo em si a alma
Abrigou o espírito.
Eu contemplo o espírito
Que reside em mim
Ele paira fora
Nas amplidões do espaço
E dentro das profundezas da minha alma também.
A ti eu suplico
Oh Divino Espirito
Que forças e bênçãos
Para o trabalhar
E para o aprender
Cresçam dentro de mim.”
R.S.
Para o Natal:
”Se quisermos festejar o Natal
De modo Cristão, deve existir
Em nós próprios um Pastor e um Rei.Um Pastor que ouve o que outras
Pessoas não ouvem, e que
Com todas as formas da dedicação
Mora logo abaixo do Céu estrelado,
A esse Pastor, anjos anseiam por revelar-se.E um Rei que distribui dádivas
Que não se deixa guiar por nada mais
A não ser pela estrela das alturas.
E que se põe a caminho,
Para ofertar todas as suas dádivas,
Ao pé de uma manjedoura.
Mas alem do Pastor e do Rei,
Deve existir em nós também uma CRIANÇA
que quer nascer agora!”
(Rudolf Steiner )
“Não mudamos
Nem o Natal
Só o mundo é mudança
Feito a esperança
Como num sonho um sino.
O menino
Face a face
Do oculto renasce
Desfaz errada realidade.
Natal tão mais remoto que o passado Íntimo mais que o presente
Que o pensar e o sentir da gente
Só igual ao futuro
Amor recomeçado.”